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title: "Por que criei um blog sobre IA escrito com IA (e por que isso não é o que você está pensando)"
author: "Redação"
date: "2026-02-21 10:00:00-03"
category: "Opinião"
url: "http://aintuicao.scale.press/portal/aintuicao/post/2026/02/21/por-que-criei-um-blog-sobre-ia-escrito-com-ia-e-por-que-isso-nao-e-o-que-voce-esta-pensando/md"
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Existe um mar de conteúdo sobre inteligência artificial sendo publicado agora. Neste exato segundo. Enquanto você lê esta frase, pelo menos mais um paper foi submetido ao arXiv, mais um press-release foi disparado por uma big tech e mais um influenciador gravou um vídeo dizendo que "a IA vai mudar tudo".

O problema não é a quantidade. É a qualidade do filtro.

A maioria do conteúdo sobre IA disponível em português se encaixa em três categorias: tradução rasa de press-releases, tutorial básico de como usar o ChatGPT, ou especulação apocalíptica sobre o "fim dos empregos". Para quem trabalha com tecnologia de verdade — escrevendo código, treinando modelos, tomando decisões de produto — esse conteúdo não serve.

Eu criei o AIntuição para resolver esse problema.

**Quem sou eu para falar disso**

Meu nome é Ricardo Pupo Larguesa. Sou engenheiro de computação, professor de Programação Orientada a Objetos e Machine Learning na Fatec Baixada, e co-fundador da T2S, uma consultoria de desenvolvimento de sistemas com mais de 70 profissionais. Em paralelo, toco o T2S-Labs, que criou e mantém 9 startups de tecnologia. Escrevi o livro "Engenharia de Prompt para Devs", publicado pela Casa do Código, que se tornou o mais vendido da editora em 2024 e 2025. Também produzo conteúdo para web e redes sociais.

Não digo isso para impressionar. Digo para contextualizar: meu dia a dia é dividido entre a sala de aula, onde ensino os fundamentos de aprendizagem de máquina, e o mercado real, onde coloco IA para funcionar dentro de produtos que precisam entregar resultado. Essa dualidade é o que define minha perspectiva — e é a perspectiva deste blog.

**O que é o AIntuição**

O nome é um trocadilho proposital: AI + Intuição. É sobre desenvolver uma intuição informada sobre para onde a inteligência artificial está indo, baseada em evidência e não em hype.

Na prática, o AIntuição funciona assim: agentes de IA monitoram repositórios acadêmicos como o arXiv, perfis de pesquisadores e laboratórios de referência, além de movimentações comerciais das principais empresas de IA. Esses agentes me propõem pautas. Eu escolho as que considero relevantes, incluo meus comentários trazendo minha experiência de mercado, sala de aula e empreendedorismo — e um agente final redige o artigo, que reviso antes de publicar, combinando a informação técnica com a minha análise.

Sim, a IA participa da produção. Mas a curadoria, a opinião e o julgamento são meus. Se isso te parece contraditório, pense assim: um jornalista que usa um gravador não deixa de ser o autor da reportagem. A ferramenta acelera o processo; a mente editorial continua humana.

**O que você vai encontrar aqui**

Quatro tipos de conteúdo:

**Papers & Pesquisa** — Análise dos estudos mais relevantes publicados no meio acadêmico. Não é resumo. É interpretação: o que esse paper muda, para quem importa e o que significa na prática.

**Mercado & Estratégia** — Os movimentos de OpenAI, Google DeepMind, Anthropic, xAI, Meta AI, Mistral e outras empresas que estão definindo o jogo. Mas com análise crítica, não propaganda.

**Opinião** — Meus posicionamentos sobre os temas que importam: regulamentação, ética, impacto no trabalho, educação, e o eterno debate entre hype e realidade.

**Na Prática** — Como técnicas acadêmicas se traduzem em produto. Fine-tuning, engenharia de prompt, MLOps, decisões de arquitetura. O tipo de conteúdo que conecta o paper ao pull request.

**O que você não vai encontrar aqui**

Tutoriais básicos. Clickbait. Reverência acrítica a qualquer empresa ou tecnologia. Press-releases requentados. Especulação sobre AGI sem fundamentação técnica.

Quando a IA for superestimada, eu vou dizer. Quando um avanço for real, eu vou explicar por quê.

**Por que agora**

Nos últimos dois anos, acompanhei de perto — como professor, como empreendedor e como autor — a transformação que a IA generativa trouxe ao mercado brasileiro. Vi empresas adotarem LLMs sem entender o básico de como funcionam. Vi desenvolvedores experientes ignorarem a mudança. Vi iniciantes acharem que prompt engineering substitui engenharia de software.

O que falta no ecossistema brasileiro não é mais informação. É filtro. É alguém que leia os papers, teste as ferramentas, conheça o mercado e diga com honestidade: "isso aqui funciona, aquilo ali é fumaça."

Essa é a proposta do AIntuição.

Bem-vindo à primeira iteração. Vamos ajustar os pesos juntos.